terça-feira, 28 de agosto de 2007

Biografia da Professora Marina Melander Coutinho


BIOGRAFIA DA PROFESSORA MARINA MELANDER COUTINHO


“...Amigo é coisa pra se guardar

no lado esquerdo do peito

mesmo que o tempo e a distância digam não......


Qualquer dia amigo eu volto

a te encontrar

Qualquer dia amigo a gente

vai se encontrar”



Milton Nascimento



No dia 13 de dezembro de 2001, foram realizadas as cerimônias de formatura dos alunos de primeiro grau da E. M. E. F. Paulo Setúbal, nas dependências do próprio estabelecimento de ensino. Durante o evento, os professores, funcionários, alunos e convidados presentes, prestaram uma comovente homenagem à Professora Marina Melander Coutinho, recém falecida na época, representada no local pela presença de sua mãe, Dona Marina Bastos Melander. A homenagem finalizou-se com os alunos, que do auditório cantaram em uma só voz a música “Canção da América” de Milton Nascimento, canção preferida da professora e que bem retrata a sua ética e sensibilidade. Essa póstuma homenagem não foi a única, mas sim a cúspide de uma série de outras não tão formais, porém carregadas de significado. Em idêntico evento realizado dois anos antes no mesmo estabelecimento de ensino, a professora, que ainda possuía algum movimento voluntário, recebeu de corpo presente homenagem semelhante. Durante sua agonia, a professora Marina recebeu em seu leito de recolhimento centenas de colegas de magistério, alunos e amigos, que iam constantemente levar seu apoio e solidariedade (1). Recentemente um grupo de professores da E. E. Profa. Beatriz Lopes propôs que a recém criada sala de leituras da escola adotasse o nome de “Sala de Leituras Profa. Marina Melander Coutinho”, em alusão àquela que durante anos lutou pela implantação da referida sala (2). Esse mesmo grupo de professores da E. E. Profa. Beatriz Lopes, associado aos professores da E. M. E, F. Paulo Setúbal, encaminharam um pedido ao Nobre Vereador Arselino Tatto, através de documento assinado pelo Prof. José Ferreira Santos, para que intermediasse junto à Prefeitura do Município de São Paulo, na possibilidade de que a futura E. M. E. F. IV Centenário passe a designar-se de E. M. E. F. Profa. Marina Melander Coutinho, um tributo maior a quem dedicou grande parte de sua vida ao ensino público em regime de sacerdócio (3).

Marina Melander, nome de solteira, nasceu no dia 25 de fevereiro de 1953, em Rio Cinzas, município situado ao norte do Estado do Paraná (4). Filha de Eduardo Melander e de Dona Marina Bastos Melander (5), era a única mulher dos três filhos do casal (6). Descendente de imigrantes escandinavos oriundos do II Reich Alemão (7), germânicos oriundos do Império Austro húngaro (8) e ibéricos da República de Portugal (9), Marina era uma mescla étnica e cultural, características essas tão próprias do povo brasileiro.

Passou sua infância em sua cidade natal, a não ser em dois breves períodos alternados em que a família residiu em São Paulo. Rio Cinzas era uma cidade pequena, cuja fundação se deu em função do alargamento das fronteiras agrícolas do país na época. A economia do lugar se formou em torno da exploração madeireira, depois plantação de café e, por último, invernada de gado de corte. Seu povoamento, ao contrário da economia de monocultura, foi resultado da migração proveniente de vários lugares do Brasil e do mundo. Nordestinos em geral, mineiros, paulistas, catarinenses, gaúchos, italianos, alemães, japoneses, libaneses, poloneses e ucranianos, além da população nativa, formavam a ampla gama dos habitantes do lugar. Esse ambiente tranqüilo de cidade do interior, o convívio com gente simples, o contacto constante com caldos culturais diversos, tudo isso influenciou na formação da personalidade da pequena menina (10).

Iniciou seus estudos formais no Grupo Escolar de Rio Cinzas (11), onde foi aluna de 1959 a 1961 (12), cursando até a segunda série do primário (13). Católica de batizado, participou também, na época, de um grupo de teatro infantil patrocinado pela Paróquia local (14).

No início de 1962 o seu irmão mais novo, Cláudio Luiz, faleceu na cidade de São Paulo, quando a família fazia uma visita aos seus. A tragédia marcou profundamente toda a família, que decidiu radicar-se de vez na capital bandeirante. Um dos motivos dessa radical mudança foi justamente a constatação de que numa pequena cidade do sertão brasileiro não haveria recursos médicos suficientes e mesmo educacionais, na época, que atendessem às emergências de saúde ou à necessidade de se ampliar o horizonte mental das crianças. Essa decisão salvou a vida de Marina, indiretamente, em duas ocasiões futuras. Na primeira, em 1963, quando ela sofreu uma intervenção cirúrgica de extração de um tumor benigno do tórax. Na segunda, em 1969, quando sofreu outra cirurgia em função de um ataque de apendicite supurada. A fatalidade poderia ter ocorrido em ambos os acidentes (15).

Completou seus estudos primários na E. A. Dr. Miguel Vieira Ferreira, onde cursou de 1962 a 1963, diplomando-se. Matriculou-se então na E. E. Padre Francisco João de Azevedo, onde cursou o ginásio de 1964 a 1967, concluindo-o (16).

Estudou de 1968 a 1970 no Instituto Estadual de Educação Professor Alberto Conte, onde concluiu o curso de Científico Biologia (17). Esse foi um período de grande agitação nos meios estudantis e culturais, época em que o governo militar decretou o AI-5. Foi nessa época também que os festivais de música estudantis (secundaristas) aconteceram em vários colégios da região, a exemplo dos grandes festivais de MPB. Marina ganhou vários deles como intérprete (18).

Após dois anos de afastamento dos estudos por razões pessoais, prestou vestibular em finais de 1972. Aprovada no concurso, ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, onde estudou entre 1973 e 1978, diplomando-se ao final do curso (19). Recebeu os títulos de Bacharel em Letras de Português e Armênio pela Fac. de Filosofia, Ciências e Letras da USP e de Licenciatura de Ensino em Idiomas e Literatura Portuguesa e Armênia pela Faculdade de Educação da USP (20).

Durante o período de faculdade, Marina cursou várias disciplinas optativas além das obrigatórias, com o intuito de acrescentar mais ao seu conhecimento. Assim sendo, freqüentou aulas de Latim, Grego, Sânscrito, Romeno, Tupi Antigo, Toponímia, dentre outras, que lhe deram espaço fundamental no aprofundamento dos estudos lingüísticos e filológicos. Em função dessa erudição adquirida, recebeu um convite do governo na República Socialista da Romênia para um curso de pós-graduação ao nível de mestrado nesse país e outro de idêntico conteúdo da República Socialista Soviética da Armênia, ambos em regime de bolsa de estudos. Marina gentilmente declinou aos convites, já que não poderia ficar longe de seu país e de seus pais, a quem se dedicou profundamente até o final de sua vida (21) (22).

Marina começou a trabalhar desde cedo, aos 14 anos de idade. Os registros de contrato de trabalho em empresas não correlatas ao exercício do ensino são: Rorer – Instituto Hormoquímico Ltda., de 1967 a 1973; Bicicletas Monark S. A., de 1973 a 1981; Work – Serviços Gerais Ltda., de 1981 a 1983 e Stanley Home Produtos para o Lar Ltda., de 1983 a 1984. A partir de 1978 começou a lecionar em regime de eventualidade, até sua efetivação na rede pública (23).

Iniciou sua carreira na rede pública estadual, com sua nomeação para exercer o cargo de professora III, em 24/12/1986, como conseqüência de aprovação em concurso público. Assumiu seu cargo na E. E. Professora Vera Athayde Pereira, onde exerceu suas funções até a data de 08/02/1993, quando obteve remoção para a E. E. Padre Francisco João de Azevedo. Nessa nova escola, exerceu a função de Coordenador Pedagógico no período compreendido entre 01/03/1994 a 06/02/1995. Em 01/02/96, foi transferida para E. E. Professora Beatriz Lopes de acordo com a reorganização das Escolas Estaduais. Lá exerceu, a partir de 24/06/1996, a função de Coordenador Pedagógico, até a data de seu afastamento por motivo de doença. Participou do II Encontro de Educadores – CEFAM – Capela do Socorro, realizado em 18/11/92, como convidada, e do Encontro Regional de Educação – APEOESP, em 28/08/95 (24).

Seu ingresso na rede pública municipal foi em 10/02/1992, quando foi nomeada Professora Titular de Ensino Fundamental II, conseguida através de aprovação em concurso público. Assumiu sua titularidade na E. M. P. G. Dr. Manoel de Abreu. Em 01/02/1996, transferiu-se para a E. M. P. G. Paulo Setúbal (25), onde permaneceu até seu afastamento involuntário. Participou também de muitos eventos e cursos. Os títulos adquiridos após sua nomeação que constam no “Espelho de Títulos Cadastrados – GERFUNC” são vários: (pela E. M. P. G. Dr. Manoel de Abreu) – Literatura, em 28/09/1990; Palestrista em evento educacional, em 03/07/1992; PMSP informática Educ.-Gênese, em 17/07/1992; Participante em evento educacional, em 26/09/1992; Participante em evento educacional, em 06/11/1992; Origami, em 20/11/1992; (pela E. M. de Primeiro Grau “Paulo Setúbal) – O ensino de Português em questão/Módulo I; O ensino de Português em questão/Módulo II; Metodologia do Ensino de Redação; O novo papel da escola e do ensino de Geografia; Literatura Brasileira Contemporânea; História e Historiografia/A nova história; Formação Sindical; Rebeldia, Contestação e Repressão política nos anos sessenta; II Encontro de Professores; II Ciclo de debates sobre adolescência; A formação do leitor; A violência nos meios de comunicação e Divisão da literatura infantil e juvenil. Participou também de reuniões no Núcleo de Ação Educativa em que se discutiram: Projeto interdisciplinaridade, em 27/04/1992; Reunião de área, em 09/06/1992; II Encontro Regional das Escolas Participantes do Projeto de Interdisciplinaridade, em 24/06/1992; Projeto interdisciplinaridade, em 27/08/1992. Esteve presente na palestra Mitos da aprendizagem, organizada pela Delegacia Regional de Educação – DREM 6, em 01/06/1998 e no Seminário de Educação Ambiental “Um Exercício de Cidadania em Áreas de Mananciais”, organizado pela 18 Delegacia de Ensino da Capital Profa. Toako Tanno – Oficina Pedagógica Profa. Ana Maria Poppovic, em 15/04/1999. Como Representante de Escola, envolveu-se em reuniões promovidas pelo Sindicato dos Profissionais de Educação no Ensino Municipal-SP – SINPEEM, em 18/04/1996, 05/08/1996 e 07/10/1997 (26).

Casou-se com Gessé Carvalho de Coutinho (27) em 22 de setembro de 1979. Recebeu o maior presente da sua vida, segundo sua declaração, no dia 06 de fevereiro de 1984, quando nasceu sua filha única, Tathyana Melander Coutinho (28). Trabalhou também na rede privada de ensino, no Colégio Elevação Soc. de Ensino Ltda., de 1990 a 1992 (29).

A professora Marina Melander Coutinho era possuidora de grande erudição. Conhecedora profunda de lingüística e de filologia, compreendia como ninguém nossa língua e nossa ortografia. Mas sua menina dos olhos era a literatura. Possuía uma biblioteca com muitas centenas de livros, uma verdadeira coleção antológica da literatura em língua portuguesa e universal, além das também antológicas obras da filosofia (30).

Profissional responsável que era, manejava com maestria os recursos do idioma. Mestra competente, dominava não só sua área de conhecimento, mas conhecedora que era também de outras disciplinas, transitava facilmente nos temas interdisciplinares. Seu currículo acumulado demonstrava claramente sua intenção do aprender permanente (31).

Professora por vocação, optou preferencialmente pelo exercício do magistério na escola pública e na periferia da cidade, pois sempre estudou em escolas públicas e localizadas na periferia. Tinha uma relação maternal com os alunos, porém sempre mantendo o princípio da autoridade não autoritária (32). Sua casa era uma extensão da escola, onde recebia constantemente centenas de alunos, que a procuravam em busca de conselhos, muitas vezes, pessoais (33).

Cidadã acima de tudo, transmitia aos seus alunos, com didática e exemplo pessoal, o exercício da cidadania. Trabalhava na formulação de uma consciência crítica. Protestos, sem terras, miséria, violência urbana, destruição do meio ambiente, dívida externa, criminalidade, discriminação, corrupção, movimento operário e outros afins, eram temas preferenciais onde se mesclavam literatura e discussão social (34).

Educadora que era, referenciava-se em Paulo Freire. Sua inspiração era o livro “Pedagogia do Oprimido”, do próprio. Utilizava em aula textos de Frei Beto, Leonardo Boff e outros mais do mesmo quilate. Compreendia que a educação é uma forma de intervenção no mundo (35).

Marina foi uma professora competente, educadora consciente, colega afável, amiga leal, filha dedicada, tia carinhosa, irmã solidária, esposa compreensiva e mãe cuidadosa. Generosa é a palavra mais completa (36).

A professora Marina Melander Coutinho faleceu no dia 20 de abril de 2001, vítima de um adenocarcinoma pulmonar, cuja metástase espalhou-se a outros órgãos, principalmente coluna vertebral e ossos dos membros. Ficou acamada durante um ano e meio, perdendo o movimento passo a passo. Em vida, a professora fazia constantemente a pé o percurso de três quilômetros que separam a E. E. Profa. Beatriz Lopes da E. M. E. F. Paulo Setúbal (37). Que agradável ironia seria uma escola com o nome de Marina a espreitá-la naquele caminho que nunca mais passará.

As últimas palavras que conseguiu escrever, com auxilio de sua filha, foi uma dedicatória no livro “Era dos Extremos” de Eric Hobsbawm, que deu de presente de natal ao seu irmão sobrevivente. Dizia: “Ao meu irmão não posso escrever, mas deixar pensamentos; esses ninguém pode apagar. De sua irmã, Maninha”. A frase define Marina.



NOTAS DE RODAPÉ


1- A família de Marina possui em arquivo centenas de presentes, cartões, cartazes, desenhos, etc., produzidos por alunos, colegas, funcionários da rede de ensino Municipal e Estadual e amigos, que foram entregues pessoalmente à acamada Marina em sinal de extremo carinho.

2- Dados obtidos através de depoimentos.

3- O texto do documento mencionado é o seguinte: “Recebi de colegas das Escolas EMEF Paulo Setúbal e da EE Profa. Beatriz Lopes, o pedido para que se verificasse a possibilidade da denominação da EMEF IV CENTENÁRIO, de Profa. MARINA MELANDER COUTINHO, colega falecida no ano de 2001, venho à presença do Nobre Parlamentar pedir providências para a denominação".

4- A designação atual é: Município de Jundiaí do Sul.

5- Eduardo Melander nasceu em 17/05/1922. Dona Marina Bastos Melander nasceu em 06/04/1932. Ambos são naturais da cidade de São Paulo.

6- Seus irmãos eram Eduardo Melander Filho e Cláudio Luiz Melander, nascidos em 1951 e 1955 respectivamente, ambos na cidade de São Paulo.

7- João Melander, seu avô paterno, era filho de dinamarquês e neto de sueco. Nasceu na cidade de Hamburgo em 1887. Embarcou ao Brasil em 1888, radicando-se no Núcleo Monções da região de Avaré.

8- Hedwig Reichert, sua avó paterna, nasceu na cidade de Viena em 1894. Embarcou ao Brasil em 1911 da cidade de Trieste, cidade imperial na época, dirigindo-se ao Núcleo Monções da região de Avaré.

9- Manoel Coelho Bastos, avô materno, era brasileiro filho de portugueses. Nasceu em 1907 na cidade de São Paulo. Leonilda dos Santos, avó materna, era portuguesa da região Transmontana, vizinha à Galícia espanhola. Nasceu em 1908 e embarcou para o Brasil em 1921. Falava o idioma galego-português.

10- Dados obtidos através de depoimentos de familiares.

11- Em 1963 o grupo escolar passou a denominar-se Escola Aplicada Cláudio dos Santos. Atualmente chama-se E. E. Prof. Luiz Petrini de Ens. Fundamental.

12- Cursou por dois anos a primeira série, pois quando se matriculou pela primeira vez, tinha apenas seis anos incompleto, o que não era permitido por lei na época. Assim, assistiu aulas no ano de 1959 como ouvinte.

13- Dados obtidos através de contacto telefônico com a E. E. Prof. Luiz Petrini de Ens. Fundamental em Jundiaí do Sul-PR, gentilmente fornecidos pelo Diretor Brás Mendes de Melo, pela Assistente Administrativa Marta Magares dos Santos e pela Secretária Ângela Lúcia G. Purim.

14- Dados obtidos através de depoimentos de familiares.

15- Idem.

16- Documentação pertencente ao arquivo de família.

17- Idem.

18- Marina era uma excelente soprano, segundo depoimentos de testemunhas.

19- Os diplomas foram emitidos com data de 1980 em função de pedido posterior.

20- Documentação pertencente ao arquivo de família.

21- Idem.

22- Marina foi aluna do Prof. Kerozian, Intelectual Armênio radicado em São Paulo, Escritor, Historiador, Lingüista, Doutor e Livre Docente pela Universidade de São Paulo. Em 1979, a comunidade Armênia de São Paulo promoveu uma “Segunda” colação de grau dos alunos do professor. Na cerimônia, Marina foi citada com destaque.

23- Documentação pertencente ao arquivo de família.

24- Dados obtidos através de acesso direto aos arquivos da E. E. Professora Beatriz Lopes, com autorização da Diretora Precila Rodrigues e a gentil colaboração do pessoal da Secretaria.

25- Atual E. M. E. F. Paulo Setúbal.

26- Dados obtidos através de acesso direto aos arquivos da E. M. E. F. Paulo Setúbal, com autorização da Diretora Maria Lúcia Sanches Callegari e a gentil colaboração do pessoal da Secretaria.

27- Natural de Itajubá-MG, nasceu em 17 de janeiro de 1952.

28- Dados obtidos através de depoimentos de familiares.

29- Documentação pertencente ao arquivo de família.

30- Do depoimento de colegas, alunos e familiares.

31- Idem.

32- Idem.

33- Depoimento de familiares.

34- Documentação pertencente ao arquivo de família.

35- Idem.

36- Depoimento de colegas, alunos e familiares.

37- Depoimento da Profa. Maria Aparecida Feitosa de Barros, testemunha dessas caminhadas.



Versão revisada da Biografia Oficial de Marina Melander Coutinho, redigida por Eduardo Melander Filho em 2002, encaminhada à Câmara Municipal de São Paulo juntamente com a documentação do processo que pede a aprovação do decreto de nomeação de "EMEF

Marina Melander Coutinho" a atual "EMEF IV Centenário".



2007

6 comentários:

Claudia disse...

Melander,

Li com atencao o memorial que voce escreveu. Muito bem escrito, com estilo fluente, fez com que eu contruisse uma imagem nitida das qualidades de Marina. Gesto bonito e comovente, e que me deu um grande prazer ao partilhar dessas informacoes, na forma como voce as produziu.

Valim disse...

Caro Melander,
Eu li com muito interesse a biografia de sua irmã escrita por você. Fiquei impressionado com as diversas qualificações e atividades que ela desenvolveu. Sem dúvida alguma ela é um grande exemplo a ser seguido por todos aqueles que com ela conviveram e que tomem conhecimento de suas realizações. Ser cristão é isso: ser lembrado pelo trabalho realizado e pelo bem prestado ao semelhante.
17/11/2007

Arliene disse...

Melander,

Sua irmã foi uma mulher apaixonante, sua biografia é das mais ricas, a forma de viver, pincipios, etica, filosofia de vida, seus estudos diversos, trabalhos, os amigos, enfim, imagino como foi a participação de Marina no festival da MPB e suas batalhas, o prazer do conhecer, de ensinar e repassá-los com dedicação.

“Ao meu irmão não posso escrever, mas deixar pensamentos; esses ninguém pode apagar”.

Anônimo disse...

Melander:esta vida da muitas voltas,sabe que aprendi muito com esta familia,com você,e agora com a sua irmã,sempre acreditei que esta sociedade só irá mudar,quando todos os lutadores se dispuserem a fazer a sua parte,cada um na sua trincheira,você foi meu dirigente sindical,e agora tenho o prazer de trabalhar numa escola que leva o nome de uma lutadora da educação,não por acaso,sua irmã,tenho muita sorte de ter conhecido pessoas como vocês.

Marlene disse...

Eduardo,
Fui uma dessas privilegiadas alunas da profª Marina, na E.E. Vera Athayde Pereira.
Marina se tornou minha amiga, minha "tia" como eu a chamava, frequentava minha casa, me dava conselhos. Com ela descobri o amor pelos livros, ajudei-a a montar a modesta biblioteca da escola e, dela ganhei o livro Para Viver um Grande Amor, com dedicatória, aos quinze anos.
Hoje sou professora de Português,da rede municipal e, muitas vezes lamento por ela estar mais aqui para me ver lecionando,pois sempre me dizia que eu não escaparia do magistério.
Tudo que aprendi com a Marina faz parte da professora que sou hoje.
Tenho muita saudade... Nos perdemos durante um tempo, mas tenho certeza de que não para sempre!!!

Anônimo disse...

Tive a grata satisfação de trabalhar com Marina entre 1977 e 1981 na Bicicletas Monark. Uma pessoa extremamente competente e divertida, desde então não tive mais notícias. Meus mais sinceros sentimentos à família.
Luiz Fernando